domingo, 23 de março de 2014

A Escola deve continuar a ter uma alma.



Nesta semana, li no L’Osservatore Romano, que o Papa Francisco nos aponta o desatre provocado pela dependência das drogas e nos alerta, vez mais, contra o fantasma da descartabilidade dominante:

“…num contexto dominado pelo culto exclusivo do bem-estar, por um liberalismo económico exagerado e por um mercado enlouquecido que exclui o que não é útil. 

Assim, em muitos países o desemprego juvenil alcança percentagens altíssimas e cada vez mais preocupantes, cujo resultado é marginalizar, excluir e descartar, juntamente com os idosos, uma geração inteira. 

Portanto, o compromisso pela educação é urgente e deve ser assumido tanto pela família como pela escola que – concluiu o Pontífice – deve continuar a ter uma alma."

Como resgatar a alma da Escola?  No Brasil, para que a educação católica  possa prosseguir,  deve ser organizada com primor, excelente gestão (para além das boas intenções), investimentos em pessoas e estrutura. A identidade institucional, calcada em valores, deve ser a tônica. Será de escolas assim que emergirão cidadãos virtuosos e intelectuais de destaque, com níveis diferenciados no campo intelectual e aptos a atuar, de forma madura, crítica e honesta na sociedade.

Para tanto, o desafio posto às mantenedoras educacionais, nomeadamente as católicas, enfeixa a um só tempo, a definição de investimentos plurianuais prioritários:

a) direcionar verba orçamentária para aperfeiçoar a formação continuada de seus próprios gestores, atualizando a visao estratégica focada em resultados;
b) comunicar-se (endomarketing e exomarketing). Além do que se diz, importa o “como  se diz”;
c) interagir com a comunidade e steakholders;
d) zelar pela segurança juridica nas relações.

A alma do processo educacional ainda está no corpo do Colégio.


Duc in altum.

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