sexta-feira, 28 de março de 2014

Combate à lavagem de dinheiro de determinadas igrejas

Há algumas pseudo-igrejas que são instrumentos de doleiros para práticas de lavagem de dinheiro, financiamento de partidos politicos (caixa 2) e enriquecimento ilícito de acionistas de empresas  pertencentes a determinados ministros religiosos e pregadores da abnegação e desprendimento dos bens materiais dos fiéis incautos.


Não sem razão, cresce o número de novas igrejas, cuja estrutura juridica, operacional e  tipificação como entidade de culto é de difícil controle. 

O estudo "Religião e Território" (2013), dos pesquisadores Cesar Romero Jacob, Dora Rodrigues Hees e Philippe Waniez, indica expansão exponencial dos chamados "evangélicos não determinados". Eles passaram de 580 mil no ano 2000 para impressionantes 9,2 milhões em 2010. Os evangélicos de missão cresceram de 6,9 milhões para 7,6 milhões no mesmo período, enquanto os evangélicos pentecostais passaram de 17,6 milhões para 25,3 milhões em dez anos.” (vide Jornal Valor Econômico, 25.03.2014)

A instrumentalização de qualquer instituição para fins ilícitos deve ser denunciada e reprimida. O Projeto da Lei Geral das Religiões, em tramitação e outras tantas iniciativas legislativas são indicadores de que um marco regulatório começa a se desenhar para o setor religioso. 

Nem se pense que a temática limita-se a enquadrar o culto, ou a liberdade de consciência ou de crença. Passará a ser foco do sistema legal o conjunto de negócios manejado pelas igrejas: canais de televisão, emissoras de radio, editoras, instituições de ensino, fazendas etc.

Se há um rolo compressor contra as práticas ilícitas no seio de organizações religiosas, serve de alerta às instituições probas, íntegras, sérias para que busquem organizar-se sob o ponto de vista administrativo-contábil-jurídico. A César o que é de César. A Deus, o que é de Deus.


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