Há algumas pseudo-igrejas que são instrumentos de doleiros para práticas
de lavagem de dinheiro, financiamento de partidos politicos (caixa 2) e
enriquecimento ilícito de acionistas de empresas pertencentes a determinados ministros religiosos
e pregadores da abnegação e desprendimento dos bens materiais dos fiéis
incautos.
Não sem razão, cresce o número de novas igrejas, cuja estrutura juridica,
operacional e tipificação como entidade
de culto é de difícil controle.
O estudo "Religião
e Território" (2013), dos pesquisadores Cesar Romero Jacob, Dora Rodrigues
Hees e Philippe Waniez, indica expansão exponencial dos chamados
"evangélicos não determinados". Eles passaram de 580 mil no ano 2000
para impressionantes 9,2 milhões em 2010. Os evangélicos de missão cresceram de
6,9 milhões para 7,6 milhões no mesmo período, enquanto os evangélicos
pentecostais passaram de 17,6 milhões para 25,3 milhões em dez anos.” (vide
Jornal Valor Econômico, 25.03.2014)
A instrumentalização de qualquer instituição para fins ilícitos deve ser
denunciada e reprimida. O Projeto da Lei Geral das Religiões, em tramitação e outras
tantas iniciativas legislativas são indicadores de que um marco regulatório
começa a se desenhar para o setor religioso.
Nem se pense que a temática
limita-se a enquadrar o culto, ou a liberdade de consciência ou de crença.
Passará a ser foco do sistema legal o conjunto de negócios manejado pelas
igrejas: canais de televisão, emissoras de radio, editoras, instituições de
ensino, fazendas etc.
Se há um rolo compressor contra as práticas ilícitas no seio de
organizações religiosas, serve de alerta às instituições probas, íntegras,
sérias para que busquem organizar-se sob o ponto de vista administrativo-contábil-jurídico.
A César o que é de César. A Deus, o que é de Deus.

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