segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ser mão

 “Que tal uma mãozinha?” Quem não gostar de ouvir essa frase em situações nas quais o esforço pessoal já não é suficiente para gerar os resultados que se pretende? Aceitar “uma mão” de vez em quando é benfazejo, na perspectiva pessoal.
Num contexto de maior amplitude, há inúmeras iniciativas, juridicamente organizadas no formato de associações ou fundações que se propõem a “dar uma mãozinha” à sociedade, em ações planejadas, articuladas e de elevado desempenho: projetos culturais, ações sociais, educação, saúde e beneficentes.
A eficiência é um atributo indispensável para o sucesso de qualquer empreendimento, seja com ou sem fins lucrativos. 

Contudo, tal e qual ocorre no mundo empresarial, muitas pessoas jurídicas sem fins lucrativos deparam-se com determinadas dificuldades relacionadas aos diversos processos de gestão (financeira, organização, jurídica, de processos, captação de recursos, produção etc), que comprometem o seu presente e o futuro (próprio ou de terceiros).
Ousamos dizer que  focos corriqueiros de ineficiência detectados - ou detectáveis - nas entidades que são conduzidas por administradores indiferentes ao conceito de qualidade e medição de desempenho comprometem, a um só tempo:
a)    a continuidade institucional;
b)    o desempenho dos projetos;
c)    a empatia do público-alvo e da sociedade;
d)    a credibilidade de terceiros em projetos sociais;
e)    a atratividade de novos profissionais;
f)    a transferência de recursos da iniciativa privada ou do governo.

Se o braço do Estado não se faz plenamente presente no amplo tecido social, as entidades que atuam no terceiro setor são, indubitavelmente, a mão que favorece a efetivação do bem.

Portanto, é hora de SER MÃO. 

É momento de exercer ações caracterizadas pela qualidade, pela abundância de recursos fartos, captáveis quando há bom desempenho, é hora de abrir a mão.

Por isso, é de lamentar quando o terceiro setor é solavancado por  suspeitas envolvendo malversação de recursos irrigados a partir do Poder Público. 

É de lamentar que hospitais beneficientes ainda estejam distantes de um padrão de qualidade diferenciado. 

É de lamentar quando entidades educacionais beneficentes ainda não aprenderam a se portar no mercado e na sociedade, a partir da compreensão de suas regras.

É lamentável quando não entendemos a exigência legal e social do SER MÃO para a sociedade.

É lamentável quando uma (pseudo) entidade do terceiro setor, ao invés de SER MÃO, opta por MOLHAR A MÃO.

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