sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Educação e tecnologia

“uma das maneiras de espalhar a ignorância não é contar mentiras às pessoas; é dar a elas informações demais. Informação demais pode até ser pior do que ter pouca informação. Eu não consigo ter acesso à informação, não consigo usá-la. E qual é o resultado? É que você se dispersa, entende?”
(Adin Steinsaltz fala da importância do questionamento da realidade. Vide: http://g1.globo.com/globo-news/milenio/videos/t/programas/v/adin-steinsaltz-fala-da-importancia-do-questionamento-da-realidade/2372945/)
A educação se expõe à sedução do ambiente tecnológico. A ninguém é segredo que o processo educacional não pode ser compactado nos estreitos limites da sala de aula, embora nada possa substituir à altura a excelência de um bom educador. Entrementes, ainda subsistem receios quanto aos riscos de desumanização da educação pela tecnologia ou o de substituição dos professores. Estas concepções já não encontram uma maioria de defensores ferrenhos, dando ensejo ao surgimento de novos aprendizados e realizações ante novas tecnologias. De modo particular, ao aluno é reservado novo papel diante do conhecimento institucionalizado, num processo crescente de consciência de que se pode aprender em toda parte. “O aluno está mais consciente de que a escola não é o único lugar onde ele aprende. Antes a escola era mais mitificada, era o estabelecimento onde se dava e recebia o saber. Hoje, os jovens percebem mais que a escola só faz uma parte de seu aprendizado, que não é o único lugar onde se pode aprender. Aprende-se na escola sim, mas aprende-se muito fora dela.” A quantidade do tráfego de informações nas redes sociais não parece ser o elemento mais importante no elo da comunicação. Se assim fosse, na última década a educação teria dado um passo do tamanho da evolução da tecnologia, especialmente porque os sites de busca são receptáculos e depositários das informações veiculadas, indutores de respostas a questões já formuladas (bem ou mal concebidas). O que importa considerar é a qualidade dos efeitos provocados pela informação trafegada na internet. Isto faz surgir questões que nos parecem relevantes: que relação há entre informação, comunicação e conhecimento? E, nesta hipótese, qual a utilidade de se estabelecer a distinção desses elementos entre si? As questões são menos complexas na proposição e mais exigentes no seu enfrentamento e devem ser aprofundadas no contexto próprio. Não obstante, há repercussões culturais importantes a considerar.

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